Geraldo Magela de Oliveira

Contato

Ainda existem PRINCESAS - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Ainda existem PRINCESAS

Olá,

Em um tempo onde a sociedade se torna cada vez menos evoluída, com o passar dos anos a preocupação com o futuro aumenta. E escrevendo um texto outro dia sobre as desconstruções familiares e afins, me dei conta de algo que aos poucos também está se enraizando em nossa sociedade. Lembrei-me de minha infância e adolescência quando tínhamos o hábito de chamar as meninas mais bonitas do bairro de princesas. O tempo foi passando e hoje tenho notado que há certa dificuldade das pessoas em receber elogios. Falo isso por que infelizmente está se criando uma cultura de demanda no meio processual, onde qualquer palavra dirigida a ou sobre outrem incorre no sério risco de um processo judicial por injúria ou até mesmo assédio. E não falo de assédio sexual, pois qualquer palavra mal escrita também pode gerar reações ambíguas. Sou de um tempo em que chamar uma menina de princesa ou bonequinha era motivo de orgulho para a mesma. No entanto a desconstrução da gentileza, do carinho e demonstração de afetividade tem nos tornado seres medonhos e broncos no trato. Porém, apesar de tudo isto ainda chamo minhas filhas de princesas e tento inculcar em suas mentes que na verdade ser princesa é ser filha de um Rei e como tal merecedoras de toda a deferência e honra que a posição precede. Infelizmente, noto que apesar de vivermos em uma época onde o acesso ao ensino, a cultura e à uma sociedade na qual deixamos de sermos bárbaros e nos tornamos civilizados, trouxe também uma intolerância tão grande que mais valia a pena sermos ignorantes no que se diz respeito à educação e bons modos. Pode soar amargo este relato, mas é uma triste realidade daquilo que estamos vivenciando. Quero dizer que independente de quem somos não podemos nos deixar corromper por modismos seculares e viciados. Como filhos do Rei dos reis e Senhor dos senhores, temos direitos inalienáveis e um deles é de sermos tratados com carinho e de forma agradável. Não se importe com o que diz o mundo e a sociedade vil. Sejam príncipes e princesas e ajam como tal. Assim, poderão e merecerão assim serem chamados. A mudança de comportamento da sociedade, depende do empenho de cada um de nós e portanto, façamos a diferença.

Na certeza de que posso e devo mudar para melhor.